1984

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Conway

Quando você desce a rua Conway, depois de um longo dia, você que costuma pensar em esperança, e que tudo não passa de uma tenebrosa maré salgada, e que a bonança logo vem, vê em pessoas profetizando insanidades sem fé, a perda total daquilo que tanto algumas invejam, sonhos se vão entre baforadas de cigarros baratos e bebidas destiladas.Você não pode parar, porque a Conway é sempre movimentada, o sol nunca nasce e de alguma forma você sempre acaba indo de volta em sua casa.Mas a Conway marca você, te vicia, a doce e suja vida perpetuam em sua pele,o cheiro de uma derrota amarga da esperança.Você pensa em não voltar, e luta contra esse devaneio de voltar para uma rua sem fé, onde pessoas vêem santos cegos e incredulidade capitalista, e algumas dessas pesam em sua hipocrisia a falta de ética, suas almas completamente arrancadas por moral desgastada de leviandade ilícita.

Enfim,ninguem lê meu blog mesmo,é só uma coisinha que escrevi no centro da cidade hoje,reflete bem algumas sujeiras que vi,é comemorativo,até porque é final de ano e tal,desejo aos meus possiveis,loucos e desocupados leitores(tirando minha mãe é claro - mãaaaaaaeeee te amo - ),um excelente 2011!Brutalizem tudo.

Um comentário:

MiniRê disse...

Eh cara.. estamos todos cegos, embreagados e sem fé. Inertes.